sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Quem Dedicar As Vitórias? Por Que?

No domingo passado recebi as passagens para ir assistir às aulas do segundo módulo do Doutorado. Isso significa que minha ida já é certa! É a minha terceira titulação se aproximando... Mais uma grande conquista acadêmica!

Se dediquei a vitória do Mestrado à memória de alguém muito especial para mim - meu amado avô Alexandre Teles de Andrade -, é porque ele foi importante! Na sua sabedoria conferida pelos 94 anos de experiência, ele sempre me dizia: "estude... Estude muito... Estude sempre... Estudo é a única coisa que ladrão não rouba!". Vovô estava certo...

Agora, no Doutorado, minha vitória terá "dedicação dupla". Não posso pensar, nem de longe, em não dedicar minha conquista às pessoas sem as quais, com certeza, eu não seria - literalmete - Hélida Borges Teles Barbosa: meus pais!

É certo que não existe, infelizmente, curso de formação para pais. A prática, nesse caso, não é antecedida pela teoria. O aprendizado é simultâneo à aquisição da teoria! No meu caso, quer dizer, no caso dos meus pais, eles se superaram... Eles foram muito mais do que precisavam ser!

Em primeiro lugar, a coisa mais importante que fizeram por mim foi me criar no "caminho que devo andar para que, quando for velha, não me desvie dele", como aconselhou o rei Salomão. A herança mais preciosa que podiam me dar ainda em vida foi a fé em Deus. Isso jamais poderá ser pago!! Com eles aprendi que "se Deus é por mim, NINGUÉM será contra mim" e que Ele PODE todas as coisas, isso para dizer o mínimo!!

Em segundo lugar, eles me transmitiram o valor que tem o estudo, mas foram além... Plantaram em mim o amor e a sede pelo conhecimento e fizeram isso através do próprio exemplo, o que - aliás - vale mais do que 1000 palavras. Para eles, saúde e educação valem todo e qualquer esforço ou sacrifício.

Então, posso dedicar minha conquista a outra(s) pessoa(s)? "Simplesmente"... NÃO SERIA JUSTO!


Para a postagem não se tornar um artigo, preciso terminar... Sendo assim...

A Geazi e Mary, com todo amor que consigo sentir por alguém e orgulho de tê-los como pais!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Alguém Especial!

Apesar de morarmos na mesma cidade, desde ontem uma de minhas tias não me sai da cabeça... É saudade, mesmo!

Essa tia é muito especial para mim. Não que as outras não o sejam... Mas é que essa - em particular - "tem um gostinho diferente", se é que podemos dizer isso sobre uma pessoa!!
Nós duas temos várias coisas em comum: amamos a boa música, adoramos arranjos vocais (bem feitos, diga-se de passagem!), curtimos o canto coral, e por aí vai...

Com ela aprendi o que sei sobre Fernando de Noronha e, assim como tem sido até hoje com ela -, caí de amores pelo Arquipélago! Conseguia enxergá-lo pelos olhos dela, por sua paixão à causa que tem se dedicado desde "o século passado"! Foi assim e por causa disso que, quando desembarquei em Noronha da primeira das 4 vezes em que estive lá, a impressão que tive foi de já ter estado lá...
Assim como eu, minha tia também é professora... E QUE profissional da educação ela se tornou... Se um dia eu conseguir ministrar pelo menos metade da aula que ela realiza com perfeição, vou me considerar uma professora completa! Sabe aquele tipo de aula que o aluno sempre quer mais? Aquele tipo de professor que domina o que ensina e prepara tudo com capricho porque ama o que faz? É assim mesmo... É desse jeitinho que ela é!
Quando terminei minha graduação, não pude deixar de agradecer à ela, em meu TCC (trabalho de conclusão de curso), o exemplo que recebi, mesmo de longe: eu em Paudalho e na UFPE, e ela em Olinda!!

Em 2007 concorri a uma vaga no ensino superior federal. Assim que ela soube de minha inscrição no concurso, colocou à minha disposição seu "arsenal" tecnológico e sua casa para que eu pudesse preparar todo o material que fosse preciso. Graças a Deus fui aprovada e passei 2 anos de experiências incríveis como professora substituta. Contei com as orações e a torcida de algumas pessoas muito queridas e, com certeza, ela foi uma das primeiras da lista!

Descobri que essa minha tia me guarda num lugar especial de seu coração e, o que é melhor: ela me demonstra nos pequenos detalhes que - muitas vezes - ninguém sabe, somente nós duas! É bom d+ ser querida desse jeito!!

Hoje ainda é quarta-feira, mas no sábado vamos nos encontrar na comemoração do níver de uma de suas filhas. Estaremos juntas para um bom papo e poderei lhe dar um super-hiper-mega abraço para mostrar(de novo) o quanto ela me é E S P E C I A L!

Para você, tia, com todo meu amor, respeito e admiração!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Parceria!

Hoje conversei virtualmente com uma de minhas colegas da época do Mestrado, mas nosso relacionamento ultrapassou - para minha imensa alegria - os limites do "coleguismo" e, desde 2007, somos PARCEIRAS. Sabe a história do "andar a segunda milha", que Jesus ensinou? Aprendi com ela, na prática!

Essa minha amiga NUNCA me deixou ir sozinha a qualquer lugar que fosse, quando estávamos ainda nos conhecendo, no primeiro módulo (de 4) do nosso curso de Mestrado. Do restaurante à muvuca (comprinhas em Ciudad del Este), SEMPRE esteve comigo.

De volta em casa, fiquei sabendo da fragilidade da saúde de sua mãe e de toda luta que elas, e a família, estavam enfrentando. Como moramos - literalmente - uma no nordeste e a outra no sul - só me restou acompanhar tudo pelo Messenger e ficar em oração.

Em uma das crises grandes, estávamos prestes a nos encontrar de novo, dessa vez para o terceiro módulo. O curso avançava... Minha amiga deixou a mãe sob os cuidados da família e, assim, foi possível encarar - e com muito sucesso - a terceira fase! Graças a Deus tudo correu muito bem!

Terminamos os créditos do Mestrado em janeiro de 2009, mas não nos vimos (fisicamente) mais. Continuamos a nos falar quase todo dia.

Em janeiro passado iniciei o Doutorado e, por propósito de Deus, minha amiga não foi. No começo, choramos, esquentamos a cabeça e esperamos pelo impossível que não veio. Fui sozinha. Mas... A Bíblia diz que TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM DOS QUE AMAM A DEUS!! Nessa certeza, encarei de frente o desafio de ir sozinha, enquanto ela - a minha amiga - reestruturava a vida depois da mudança de cidade e de trabalho.

Foi assim, esperando o melhor de Deus para nós duas, que recebi de Deus presentes especiais, colegas de curso que se tornaram importantes para mim! Ficou menos complicado passar por 6 disciplinas tão intensivamente como fizemos!

Ah! Não posso deixar de registrar que, mesmo de longe e pela Internet, recebi o melhor e maior apoio que alguém pode desejar de um(a) amigo(a). Mesmo sem estar lá ela soube - como ninguém - se fazer presente!!!

Se agradeço a Deus pela vida preciosa dela? E eu preciso dizer?

Agora que, por causa do desenvolvimento do meu projeto na faculdade onde ensino, não poderemos apresentar nossas dissertações no mesmo dia, "só" desejo que o Senhor dê à ela toda a sabedoria e paz de espírito necessárias para que ela receba da banca, em julho próximo, o seu tão sonhado "5F", que significa "nota 5 con Felicitaciones"!

Para você, minha parceira querida, uma das mulheres mais conscientes de seus vários papéis no mundo globalizado em que os desempenhamos...

Meu respeito, meu carinho, a certeza de poder contar SEMPRE comigo e o meu compromisso de PARCERIA sem fim!!!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dia Das Mães 2010!

Ontem vivi mais um dia das mães, graças a Deus, com Mary - minha mãe - em volta da mesa da granja, num almoço especial! Também estavam lá: papai (é claro!), dois de meus 4 irmãos e Lurdinha, que faz parte da família desde o século passado!

Dessa vez fizemos diferente: cada um levou um prato especial. Tudo ficou muuuuuito gostoso. Vamos lá: tivemos lasanha de camarão, salmão de forno, salpicão, nhoque de forno, arroz com brócolis, sorvete de frutas tropicais e um mousse de limão que minha cunhada "Mi", a "Mi do Xú", mandou para a sogra (que fôfo!).

A bem da verdade, na hora da oração à mesa, sentimos falta dos ausentes... Como se acostumar com "cadeiras vazias"? Dois de nós estavam longe e as cunhadas estavam com as respectivas mães, do mesmo modo que os netos da minha mãe. Mas o que conta é que todos estão bem!

Pois é, conversamos, rimos, comemos muito e ainda deu tempo para uns cochilarem nas redes do terraço!

No meio da tarde voltamos - cada um - para sua casa. Os meninos saíram primeiro e foram à casa de minha avó parabenizá-la pelo dia especial. Eu fui deixar Lurdinha em casa e, depois, também estive na casa de vovó. Esse foi o seu dia das mães número 73... Incrível!!!

Na manhã desse domingo dedicado às mães, agradeci à Mary por ser e sempre ter sido a mãe que ela não precisava ser! Quando engravidou da primeira das 6 gestações, ela não sabia o que era ser mãe. O pior é que para tanto não havia um manual de instruções.

O tempo passou e hoje, chegando aos 44 anos, percebo que ela se superou... Ela só precisava ser mãe, mas foi além... Ela foi e tem sido a MINHA mãe, amiga, parceira, conselheira, e por aí vai! Defeitos? Claro que ela, eu e todos temos, afinal somos humanos. Mas sei que suas qualidades superam - em muito - os defeitos que tem.

O que pedir mais a Deus? Só posso rogar que Ele continue a abençoá-la com saúde e paz, e que eu a tenha por perto desfrutando da vida abundante (que apenas encontramos em Jesus) por muuuuuuuuuuuuuuuuuitos anos!!!

À Mary o meu carinho, o meu respeito, minha admiração e o desejo de ser pelo menos metade da mãe que ela é, caso um dia eu tenha filhos!

domingo, 9 de maio de 2010

Me Senti Na Casa Do Meu Avô Alfredo Borges!!

Ontem tivemos uma tarde especial. É que um primo de minha mãe veio ao Recife e, em contato com uma de minhas tias, marcou um almoço. Um detalhe: em sua última vinda à nossa cidade eu tinha 7 meses de vida e, hoje, tenho quase 44!!

Bem, a hora do compromisso chegou e, fianlmente, conheci o primo Álvaro. Depois das devidas apresentações, ele, minhas tias e mamãe começaram a relembrar os velhos tempos. Foi com um orgulho imenso que o ouvi contar de como foi super bem recebido e acolhido na "casa portuguesa, com certeza" dos meus avós maternos - Dadá e Alfredo. Toda vez que ele passava por aqui era uma festa!

Ouvir os 4 conversando, relembrando, revivendo me fez viajar no tempo e me sentir parte da casa da rua da Concórdia... Lembrei dos poucos anos que desfrutei da presença de vovó, que tão cedo, aos 50 anos, perdeu a luta contra a diabetes...

À medida que a conversa do quarteto avançava era como se eu fosse entrando nas dependências da casa de vovô e o visse cheio de vida cantando fado, contando piadas, sendo "simplesmente" ele - o Alfredinho -, como minha mãe carinhosamente o chamava! Ah... Como sinto não tê-lo conhecido... Infelizmente, um câncer quase fulminante o venceu e, nessa época, meus pais ainda eram namorados.

Mas... Voltemos ao almoço! Foi muito bom conhecer o primo de mamãe! Rimos muito, a comida estava ótima e o quarteto de primos colocou a conversa em dia!

Que outros eventos desse aconteçam mais frequentemente!